Aula nº 06 / Assunto: Lei de Liberdade

1. Introdução:

  • ”Liberdade é a faculdade que permite o indivíduo decidir ou agir conforme sua própria vontade.”;
  • “O livre-arbítrio é a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta.”.

2. Objetivo geral:

  • Possibilitar entendimento da Lei de Liberdade.

2.1. Objetivo Específico:

  • Esclarecer o significado de liberdade no relacionamento humano;
  • Estabelecer relação entre liberdade de pensar e de consciência;
  • Explicar como impedir os abusos da manifestação da consciência;
  • Conceituar livre-arbítrio e responsabilidade.

3.0 Material e Métodos:

  • Exposição de idéias, baseadas nos subsídios dos roteiros I e II co ESDE;
  • Livro dos Espíritos.

4.0 Desenvolvimento:

4.1. Problema/ Convergência:

 

  • O que é liberdade? (As Leis Morais; FEB, p. 148);
  • Em que condições poderia o homem gozar de absoluta liberdade?

          (Q. 826 – L.E);

  • O que é livre-arbítrio? (As Leis Morais; FEB, p. 151);
  • Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos? (Q. 843 – L.E);
  • O que é consciência? (Q. 835 – L.E).

3.2 Solução Doutrinária:

  • A liberdade é a faculdade que permite o indivíduo decidir ou agir

        conforme sua própria vontade. (...) Essa liberdade, porém, não é absoluta,

       e nem poderia ser pela simples razão de que, convivendo em sociedade, o

       homem tem o dever de respeitar esse mesmo direito em cada um de seus

       semelhantes;

  • Para que o homem pudesse gozar de liberdade absoluta, seria necessário

          que ele viesse isolado, como o eremita no deserto. Desde que juntos

          estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre

          respeitar. A liberdade é, portanto, relativa, devendo ser adequada à

          liberdade do outro, pois a liberdade e o direito de uma pessoa termina

          onde começam a liberdade e o direito do outro;

  • O livre-arbítrio é (...) a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem, 

         entre duas ou mais razões suficientes de que querer ou de agir, de

         escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras. É a condição

         básica para que a pessoa programe a sua vida e construa o seu futuro  

         entendendo, porém, que os direitos, limitações e capacidades individuais

         devem ser respeitadas pelas regras da vida em sociedade. A pessoa

         percebe, instintivamente, os limites da sua liberdade, uma vez que, livre,

         criado por Deus para ser feliz, o homem traz na própria consciência a

         compreensão desses limites;

  • “Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o

          livre-arbítrio, o homem seria máquina.”;

  • A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como

          todos os outros pensamentos. Ela é o (...) centro da personalidade, centro

          permanente, indestrutível, que persiste e se mantém através de todas as

          transformações do indivíduo. A consciência não é somente a faculdade de

          perceber, mas também o sentimento que temos de viver, agir, pensar,

         querer. É única e indivisível;

 

- A consciência não esclarecida pode alimentar idéias malsãs, gerar e provocar

   ações moral e eticamente abusivas, resultando na manifestação de sofrimentos

   e desarmonias para si mesmo e para o próximo;

- Um dos abusos da manifestação da consciência é a escravidão, ou seja,

  a submissão da vontade, do cerceamento da liberdade de ir e vir, de agir e de

  pensar do ser. A escravidão, independentemente das formas em que se

  manifeste, é contrária a lei de Deus;

- A responsabilidade é estabelecida pelo testemunho da consciência, que nos

   aprova ou censura segundo a natureza de nossos atos. (capacidade de

   entendimento e determinação adequada);

- A compreensão da Lei de Liberdade nos faz perceber que, para progredir, 

  precisamos uns dos outros, e que todos temos direitos recíprocos, que precisam

  ser respeitados, uma vez que qualquer prejuízo que provoquemos ao semelhante,

  em decorrência dos nossos atos, não ficará impune perante a Lei de Deus.

  (Mateus, 7:12);

 

3.3. Conclusão/Encerramento:

 

  • A Lei de Liberdade é bem compreendida quando aprendemos a fazer

         a relação entre a liberdade de pensar e a liberdade de consciência.

         (Q. 823 – L.E);

  • A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam

         com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz sua

       dignidade e moralidade. (...) O livre-arbítrio é, pois, a expansão

       da personalidade e da consciência. Para sermos livres é necessário querer

       sê-lo e fazer-mos esforços, libertando-nos da escravidão, da ignorância

       e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos

      pelo da razão. (Leon Denis: O Problema do Ser, do Destino e da Dor.

      3º parte. Cap. 22).

segunda 09 março 2009 09:52



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